sábado, 22 de fevereiro de 2020

O efeito-rede da Magalu para se tornar o Wechat brasileiro


O mercado online está em plena expansão. Nesta semana vários grupos de WhatsApp compartilharam a mensagem da diretoria do marketplace que mais cresce no Brasil. Compartilho mais abaixo o conteúdo completo para quem não teve a oportunidade de ler a mensagem da diretoria do Magazine Luiza. 

Neste mês de fevereiro tive a oportunidade participar do almoço na sede da FIESP em São Paulo com Jair Bolsonaro nosso Presidente da República e nosso presidente do CIESP/FIESP - Paulo Skaf.


No almoço o Presidente Bolsonaro reforçou a necessidade de acreditarmos no Brasil e que toda sua equipe está fazendo um enorme esforço para a retomada da economia e principalmente a geração de empregos para nossas indústrias, mostrando que a FIESP está alinhada com o governo na defesa de vários pontos das nossas empresas.

"E os números mostram que o Brasil está no caminho certo. Todos estão ajudando o Brasil a ocupar o lugar de destaque no mundo” Jair Bolsonaro

Podemos ver todo este otimismo através do boletim Focus onde mesmo com uma pequena queda de projeção, ainda prevê um crescimento acima de 2 pontos percentuais. 


Acreditamos fielmente neste governo e que o Brasil vai retomar o crescimento, e vamos fazer a nossa parte, primeiro parar de reclamar do Brasil (ouvi exatamente esta frase da Luiza Helena Trajano no congresso do Magalu 2019), depois pensar localmente, o que podemos fazer no nosso município, no nosso bairro, na nossa empresa. 

Em relação a nossa empresa, precisamos nos capacitar, treinar e ficar atentos a todas mudanças do mercado. O ano já começou e as feiras também, em São Paulo por exemplo tem feira de negócios toda semana, claro que cada mercado é bem específico, de maneira que devemos saber o que está acontecendo no nosso mercado e participar dos eventos.
Nesta semana tive a oportunidade de participar do congresso Think Ecommerce da ecommerce Brasil





Dentro de várias palestras uma que mais gostei foi a do Bruno Kerber da empresa Lexos, como  tema Tenha lucro vendendo nos marketplaces. Vários palestrantes não defendem vender pelos marketplaces, mas ali assistimos um defensor deste canal de vendas que mais cresce no Brasil.





Acima temos o percentual que o marketplace representa em todo o mercado, são 40% das transações realizadas na internet.

Abaixo ele apresentou algumas informações do líder, o Mercado Livre, seguido pela B2W e crescendo muito o Magalu.


Dentro das tendencias do varejo online, ele mostrou que no Brasil apenas 5% das vendas são realizadas no meio eletrônico, enquanto que nos EUA são 10,7% e surpreendentemente a China já alcança 36% das vendas sendo realizadas de maneira online, ainda tendo a previsão de chegar em 2023 com 69,9%.


Ele reforçou a importância das empresas se prepararem para vender nos marketplaces, pois é uma tendencia muito forte.

Alguns especialistas citam que são mais de 40 marketplaces no Brasil, abaixo seguem algumas mencionadas na palestra.



Estamos caminhando para o fim de fevereiro, percebemos que o ano promete muito, vamos fazer todo esforço no CIESP de Santa Bárbara para manter o otimismo dos empresários que acreditam no Brasil, nas indústrias, nos ecommerces e nos nossos amigos empreendedores. 

Abaixo segue o MagaluDivulgação de Resultados do 4º Trimestre de 2019  o qual reforça mais ainda este otimismo todo no Brasil. Neste documento da diretoria para os acionista do Magazine Luiza eles citam que querem ser o Wechat (aplicativo chines que faz quase tudo) no Brasil. Eu estava almoçando com um parceiro da China nesta semana e ele falou que está perdendo funcionários da sua indústria para serem entregadores do aplicativo de compras Taobao ( Mercado Livre chines), algo assustador, mas isto já é assunto para um próximo artigo.

Espero que gostem e fiquem com Deus.

Até o próximo post. 







MENSAGEM DA DIRETORIA 

A revolução digital tem gerado inúmeras consequências para os negócios dos mais variados setores. Ela mudou os parâmetros, os modelos de negócio e as regras que, durante décadas, estavam consolidadas na academia e no manual de melhores práticas difundidas por consultores e adotadas por incumbentes vencedores. Nesta carta aos acionistas, gostaríamos de detalhar as mudanças relacionadas ao posicionamento estratégico. 

Hoje, quase todas as narrativas empresariais sobre opções estratégicas -- incluindo a nossa -- são recheadas de buzzwords emprestadas do dicionário digital: plataforma, superapp, ecossistema, big data, agile, lean, APIs. A pasteurização das narrativas faz com que seja cada vez mais difícil -- para o mercado -- enxergar autenticidade nas estratégias. 

A maior parte das empresas parece estar em busca do mesmo pote de ouro ao final do arco-íris. Buscam ser os próximos Facebook, Google, Amazon ou Alibaba ou, pelo menos, dizem trabalhar para atingir os múltiplos de valorização dessas empresas. Não importa se estamos falando de companhias do setor financeiro, de saúde, de educação ou de utilities. Não adotar uma narrativa "atual" e digital significa, para muitos, a admissão de uma liderança anacrônica ou reacionária. 

Ponto, linha e plano 

Mas, se provocou mudanças abruptas, a revolução digital também abriu inúmeras possibilidades estratégicas. Não há um modelo único. Cabe a cada negócio entender suas características e seguir o caminho que seja mais viável e adequado à sua realidade. 

Para descrever essas possibilidades e tentar dar mais clareza à questão do posicionamento estratégico em ambientes digitais, usaremos aqui conceitos criados pelo ex-estrategista-chefe do Alibaba, Ming Zeng: ponto, linha e plano. 

Ao atualizar a literatura de Michael Porter, Zeng afirma que as empresas serão ecossistemas digitais -- os planos -- ou orbitarão em torno deles. Ser um plano, diz Zeng, não é algo factível para a maior parte das organizações, seja por vocação (ou a falta dela), escala ou capacidades. A boa notícia é que existe enorme valor em adotar os outros modelos de negócio. As linhas controlam uma cadeia específica. São exemplos disso os grandes sellers de um marketplace e category killers de uma determinado segmento de varejo. Os pontos, por sua vez, são empresas super especializadas, que provêm soluções para linhas e planos. É o caso das companhias de adquirência que surgiram com as fintechs e das empresas de courier, criadas para concorrer com os correios. 

Durante 18 anos, nós, do Magalu, montamos um bem-sucedido modelo estratégico de linha. Nos tornamos uma empresa multicanal e lucrativa no ramo de bens duráveis. Mas, em 2018, decidimos que nosso formato nesse novo mundo seria o de plano. Passaríamos a ser um ecossistema, com foco em varejo. 

Por trás dessa decisão sempre esteve o nosso propósito. O Brasil rapidamente está ficando para trás no cenário global do ecommerce. Crescimentos medíocres fizeram com que a participação do comércio digital no total do setor ficasse estagnada em 5%. Hoje -- de um universo de 6 milhões de varejistas -- apenas cerca de 50.000 vendem online. E as soluções disponíveis não são capazes de resolver de forma sustentável os problemas que o varejo brasileiro enfrenta. O Magalu está numa posição absolutamente privilegiada para digitalizar o varejo brasileiro. Sabemos bem quais são as dores dessas empresas. Não nascemos digitais. Tivemos de enfrentar os mesmos problemas vividos hoje pela maioria dos varejistas analógicos. Faz muita diferença. Faz diferença também o fato de jamais termos tido licença para queimar caixa. Nossos acionistas sempre nos cobraram sustentabilidade de resultados. Desenvolvemos, assim, um modelo rentável e adaptado à realidade do país, alavancados principalmente por nossa plataforma física. Finalmente, temos em nosso DNA princípios corporativos fundamentais para quem escolheu ser um ecossistema. Acreditamos no ganha-ganha (ou na colaboração, para usar um termo do momento), no protagonismo do cliente e nas relações formais e éticas. São princípios, sob o nosso ponto de vista, fundamentais para dar escala ao e-commerce brasileiro. 

Democratizar o acesso. Este é o nosso propósito. Neste momento de nossa história, queremos materializá-lo por meio da inclusão digital de empresas e consumidores brasileiros. Nosso foco está nos pequenos e médios negócios e sobretudo nas pessoas da base da pirâmide sócio-econômica. 

Acreditamos que a inclusão digital pode ser uma das mais poderosas ferramentas que temos à mão para a redução de um dos nossos maiores problemas: a enorme desigualdade que ainda estigmatiza o Brasil. O acesso ao mundo digital pode empoderar microempreendedores e tornar seus negócios mais leves, eficientes e flexíveis. Fazer parte desse mundo permite que o mais humilde dos consumidores, das mais remotas áreas do país, possa contar com produtos e condições comerciais hoje restritos ao topo do mercado dos grandes centros urbanos. 

Nosso mais importante passo nessa direção foi o lançamento do marketplace, em 2017. Assim como o crescimento que queremos manter, o sucesso do marketplace Magalu foi exponencial. Com um modelo baseado exclusivamente em lojas físicas, levamos 43 anos para atingir nosso primeiro bilhão de reais em faturamento. Foram necessários 10 anos para conseguir o mesmo resultado com o comércio eletrônico. Em apenas três anos, fomos muito além com o marketplace: em 2019, foram 3 bilhões de reais em GMV. 

Um plano, ou um ecossistema digital, depende de vários elementos para se tornar viável: processos digitalizados e acessíveis disponíveis numa plataforma digital simples e escalável, algoritmos inteligentes que conectem vendedores e compradores, interfaces intuitivas, disponíveis para todos os participantes da cadeia. Mas nenhum desses elementos se compara, em importância, à escala. Quanto mais compradores, mais vendedores são atraídos para o ecossistema. Quanto mais vendedores e ofertas, mais compradores desejarão fazer parte dele. É o efeito de rede. O benefício proporcionado por um produto ou serviço aumenta conforme cresce o número de usuários. 

Por isso, em 2019, aumentar a escala foi nossa obsessão. Decidimos que o Magalu viveria 365 dias de crescimento chinês. A maior dos nossos KPIs foi vinculada à expansão -- Crescimento em progressão geométrica de GMV, da base ativa de clientes, do número de novas categorias e de itens à venda, quantidade de sellers, usuários ativos mensais no app e novas lojas foram algumas das metas que nos auto-impusemos. 

O Magalu terminou o quatro trimestre de 2019 com um crescimento de 51% nas vendas. O maior da nossa história. Temos, hoje, quase 25 milhões de clientes ativos (mais de 20 milhões deles com o Super app instalado), 15.000 sellers que, juntos, oferecerem 13 milhões de produtos em nossa plataforma. A empresa cresceu de forma orgânica. No ano, 159 novas lojas físicas foram inauguradas, as vendas aumentaram dois dígitos no critério de mesmas lojas no quarto trimestre do ano. Mas o Magalu também cresceu por aquisições. 

A mais espetacular delas -- pelo impacto provocado -- foi a da Netshoes, em junho do ano passado. Com a Netshoes não só entramos em duas categorias de enorme potencial -- artigos esportivos e moda -- como incorporamos uma das marcas mais queridas do e-commerce brasileiro. A Netshoes trouxe para o Magalu uma competente equipe de profissionais digitais e uma plataforma com 1.000 sellers, 4 milhões de clientes e 2,5 bilhões de reais em GMV. Com sua contribuição decisiva, o e-commerce do Magalu voou nos dois últimos trimestres do ano. Foram mais de 90% de crescimento acumulado no período. 

Este ano, a Netshoes completará duas décadas de existência. Esse empreendimento visionário agora não está mais sozinho. Ao se juntar ao Magalu, a Netshoes deixou de ser uma linha, no conceito de Ming Zeng, para se tornar um plano. A empresa continua a ser líder absoluta no e-commerce de artigos esportivos e está entre as maiores varejistas digitais de moda do país. A diferença é que, agora, faz parte de um ecossistema muito maior e, assim, passa a ganhar com o efeito-rede. A Netshoes aporta know-how específico das suas categorias e recebe do ecossistema economia de escala na logística e na retaguarda. Até o final deste ano, por exemplo, seus produtos poderão coletados em todas as lojas do Magalu. 

O mesmo fenômeno acontece com outras empresas compradas pelo Magazine Luiza. Primeiro, a Época Cosméticos. E, agora, a Estante Virtual. O valor isolado desses negócios é significativamente menor que suas contribuições individuais para fazer do Magalu um one-stop shop app. Com Netshoes, Época Cosméticos e Estante Virtual damos o passo fundamental para criar um Super App, nos moldes de aplicativos chineses como o WeChat. 

Se 2019 foi o ano do crescimento chinês. 2020 será o ano do #TemNoMagalu. Uma edição antiga de Crime e Castigo, de Dostoieviski. #TemNoMagalu. Ou o último livro do youtuber mais famoso do Brasil. #TemNoMagalu. A TV de 50 polegadas. #TemNoMagalu. Uma caixa de ferramentas. #TemNoMagalu. A calça da moda. #TemNoMagalu. Tem, ainda, no Magalu a camisa da seleção. Ou do seu time – seja ele qual for. Chocolates. O brinquedo preferido do seu filho. Fraldas para bebês. A cerveja para o churrasco do próximo final de semana. O sofá para a casa nova. 

Nossa missão em 2020 é reproduzir o caminho quase infinito da cauda longa criada pela internet. Queremos que nossos 25 milhões de clientes ativos saibam que encontrarão, em um único lugar e de forma legal e ética, tudo o que precisam ou desejam. 

Para que isso aconteça, vamos focar na integração das empresas adquiridas. Continuaremos a aumentar o número de parceiros do nosso marketplace, além de integrar todos os catálogos de produtos desses sellers e o back office. Tão importante quanto tudo isso -- sobretudo para uma empresa que nasceu e permaneceu especialista em algumas categorias por tanto tempo -- é comunicar aos nossos clientes que estamos rapidamente nos transformando num varejista de todas as coisas. Ao saber disso, eles vão nos acessar. Ao nos acessar, esperam facilidade para encontrar o que desejam. Tudo, por princípio, deve estar no Magalu e ser achado numa busca simples e intuitiva. 

Do lado dos sellers, uma de nossas principais responsabilidades, como ecossistema, é prover tecnologia e gestão. Como partes de um mesmo organismo, é fundamental que nossos parceiros tenham os mesmos padrões de serviços, confiabilidade, formalidade e atendimento ao cliente que o Magalu mantém. 

Foi isso que fez com que o MaaS (Magalu As a Service) se tornasse um pilar estratégico da companhia. No final de 2019, lançamos o MagaluPagamentos, hoje em fase de roll out. O foco desse serviço são os sellers. Com o MagaluPagamentos vamos, ao mesmo tempo, monetizar o crescimento acelerado do marketplace e monitorar a cadeia, com o controle do fluxo de pagamentos de nossos parceiros e a oferta de recursos para eles a taxas inferiores às do mercado. Também acabamos de lançar o MagaluPay, serviço voltado para consumidores finais e absolutamente integrado ao nosso Super App. Seu objetivo é criar valor para o ecossistema do varejo -- e não operar como um ecossistema apartado. 

Nos dois casos, seguimos com a estratégia de plano e não a de linha. Queremos conectar nossos clientes às melhores soluções financeiras disponíveis. Não temos a pretensão de ser banco. Queremos, sim, criar uma plataforma digital de pagamentos que retroalimenta o varejo. 

No âmbito do MaaS, também lançamos e estamos desenvolvendo o MagaluEntregas. Hoje temos o melhor nível de serviço logístico do e-commerce brasileiro. E, mais: com o menor custo, graças, sobretudo, à integração multicanal e à nossa malha própria de distribuição. Para o 1P (produtos de estoque próprio), 66% das entregas são realizadas em até dois dias -- um percentual que melhora continuamente. Com o MagaluEntregas, nossos sellers se beneficiarão dessa mesma cadeia logística, o que inclui a venda de produtos com retirada em nossas mais de 1.100 lojas. Enfim, temos hoje um marketplace multicanal de verdade. 

Passamos pelo ano do crescimento chinês sem tirar o cliente da veia (nosso lema em 2018). Crescemos ao mesmo tempo em que melhoramos o NPS e reduzimos o número de reclamações formais. Somos o único, entre os grandes varejistas brasileiros, a ter o RA1000 do Reclame Aqui -- mesmo com a decisão de não separar as reclamações do marketplace (3P) das do e-commerce 1P. 

Entramos e vamos trilhar o ano do #TemNoMagalu sem abrir mão do crescimento chinês e do cliente pulsando em nossa operação. Vamos continuar a investir para que a interação desses três lemas seja possível. A companhia continuará a fazer trade offs de margem de curto prazo sempre que isso estiver de acordo com a estratégia e para assegurar os melhores resultados de longo prazo. 

Nos últimos 2 anos, a Companhia investiu cerca de 2 pontos percentuais de margem EBITDA -- passando do patamar de 8% para o patamar de 6% -- na aquisição de novos clientes, na melhor experiência de compra, redução de prazo de entrega e na consolidação dos números da Netshoes, gerando muito valor para todos os nossos clientes e acionistas. E não vamos parar por aqui. Temos muitas oportunidades pela frente. Esse ano, seguindo a mesma tendência, vamos continuar a investir na entrega mais rápida, em nosso Super App, no Magalu Pay e vamos acelerar o processo de integração das empresas adquiridas, com destaque para a Netshoes. 

Novamente, acreditamos que estas iniciativas aumentarão nossas despesas no curto prazo, mas irão gerar muito valor no futuro. Após uma bem-sucedida oferta de ações, o Magalu garantiu uma estrutura de capital sólida o bastante para levar adiante nossa missão. Por fim, agradecemos a nossos mais de 30.000 colaboradores, cuja energia e engajamento têm sido do tamanho dos nossos sonhos, aos sellers, aos fornecedores, parceiros de negócios, investidores e acionistas. O nosso diário muito obrigado a cada um dos nossos clientes. Gratidão também #TemNoMagalu.

 A DIRETORIA

sábado, 4 de janeiro de 2020

Momento econômico e perspectivas para o Brasil 2020.

Olá pessoal que segue nosso Blog.

Segue dois vídeos muito interessantes para assistirmos e entendermos a situação econômica do Brasil para 2020.

O primeiro: Brasil 2020: Perspectivas econômicas.



O segundo: Central GloboNews: Balanço da Economia em 2019 - Paulo Guedes


Gostei muito destes vídeos para entender o que esperar do Brasil em 2020, assim como aprofunda a discussão em alguns pontos que não vemos na TV.

Um abraço e até o próximo post.

sábado, 14 de dezembro de 2019

O Brasil de volta ao trilho do crescimento



Já estamos nos últimos dias do ano, e finalmente temos uma projeção boa para o futuro brasileiro, bem diferente dos últimos anos. 

Realmente é o que sentimos, que 2020 é o ano da retomada, do crescimento e da geração do emprego. 

Tenho um amigo que estava desempregado por mais de um ano, e recentemente foi contratado por uma grande montadora de veículos, o interessante que ele e mais de 60 novos montadores, estão sendo preparados para aumentar a produção do próximo ano. Assim como as grandes empresas estão otimistas e já se planejaram para o aumento da demanda, os pequenos empresários também já sentem uma melhora. Há alguns meses eram poucos casos de empresas que estavam fechando positivo, agora é a grande maioria que estão com a expectativa em alta. 

O Copom aplicou mais um novo corte na taxa básica de juros (SELIC) nesta semana, chegando a margem histórica de 4,5% ao ano, em uma entrevista do presidente da caixa econômica ele afirmou que quando a taxa básica baixar a caixa vai baixar no outro dia seus juros. E vejam que não é nada forçado igual foi no governo passado, mas comprovado matematicamente, e desta maneira, os outros bancos seguirão a tendência. Até porque não fazia sentido a SELIC em baixa e os bancos privados cobrando juros absurdos. 

Em relação ao desemprego, neste ano deve ter uma contratação próxima de 1 milhão segundo o presidente da FIESP, o Sr. Paulo Skaf. A redução da taxa SELIC vem no sentido de ajudar a baixar a taxa de juros dos financiamentos, com isso os empresários investirão mais em suas empresas e necessitarão de mais mão de obra. 

O cambio está equilibrado, chegou a bater recordes de aumento, mas já está retomando para uma projeção de R$4,10 o que garante uma visão clara para quem importa e também ao exportador. 

A credibilidade do Brasil em relação ao mercado internacional está em retomada de confiança e logo teremos mais empresas investindo no nosso Brasil, no estado de São Paulo e quem sabe na cidade de Santa Bárbara d´Oeste. 

Neste ano o crescimento do PIB deve ficar acima dos 1,1% segundo divulgação do Banco Central do Brasil e para 2020 já existe economistas acreditando na possibilidade de chegar a 3,0 %. No último mês estive com o gerente de infraestrutura da FIESP e perguntei se teremos energia elétrica para um ritmo de crescimento, e a resposta foi positiva, sim há espaço para crescer. Ou seja, temos tudo para dar certo. 

Temos um governo preocupado com os empreendedores, vejam esta fala do vice-presidente Hamilton Mourão na abertura do 13º Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness) 

“Sabemos que empreender é um desafio, mas temos trabalhado para retirar o peso das costas de quem investe e produz neste país, que são vocês, os que conhecem tão bem as dificuldades oriundas de ambiente burocrático e com baixo dinamismo econômico” 

Tivemos ao longo do ano muitos ganhos conquistados pelo trabalho da equipe do CIESP e FIESP que defenderam os interesses das nossas indústrias, como por exemplo: 

· A suspensão do bloco K; 

· MP 905 que trata do programa de contrato Verde Amarelo; 

· Normatização de várias Normas Regulamentadoras, principalmente a NR12; 

· A Reforma da Previdência; 

A FIESP ajudou a esclarecer a inverdade sobre o desmatamento na Amazônia através de um estudo exclusivo em vários idiomas, material que foi apresentado aos 50 principais CEOs de empresas internacionais, também cobramos a redução dos juros abusivos através da campanha não vou engolir sapo. 

Em um evento em Brasília, o nosso Presidente da República, Sr. Jair Bolsonaro lembrou que: “as indústrias podem até sobreviver sem o governo, mas o governo sucumbirá sem as indústrias, e que ele vai fazer de tudo para não atrapalhar os empresários”. 

Com todo este otimismo, agora é hora de planejar estrategicamente o que podemos fazer no próximo ano para aproveitar a oportunidade que estará em questão. 

Fiquem com Deus e desejo um Feliz Natal e próspero ano novo a todos. 



Nivaldo J Silva, diretor do CIESP de Santa Bárbara d´Oeste, 
diretor do e-Commerce www.LuGuicommerce.com.br




quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Empreendendo com os Filhos 2



Recentemente participei de uma palestra sobre ecommerce e o palestrante Alex Moro, um especialista do mercado, comentou do projeto que ele tinha lançado chamado De 0 a 30K.

A ideia é iniciar um ecommerce gastando quase nada, e tendo como alternativa iniciar as vendas de produtos usados e que não sejam mais utilizados em casa.

Eu saí de lá e fiquei imaginando o que poderia fazer. Como já trabalho com ecommerce na LuGui, teria que ser algo separado e em horário de folga. Quando cheguei em casa, conversei com a família e surgiu a proposta de vendermos roupas usadas e eletrônicos que não utilizávamos mais.

Com o envolvimento dos filhos Guilherme 13 anos e a Luísa com 11 anos, lançamos a Milu Modas, inicialmente colocamos vários produtos para serem vendidos no Mercado Livre. Esta plataforma é a maneira mais rápida e econômica inicialmente, as primeiras 10 vendas de produtos usados não têm custo nenhum e após isso só paga a comissão somente quando ocorre a venda.

Logo após vender os primeiros itens foi a hora de dar um toque profissional, criamos a conta no Instagram, lançamos um site próprio com logo, também iniciamos as vendas no aplicativo OLX e no Enjoei.com.

As tarefas ficaram divididas da seguinte maneira, todos ajudaram a separar os produtos, depois tiramos fotos, o Guilherme ajudava a recortar e tratar a foto no Google fotos e a Luísa ajudava a escrever a descrição de cada produto. Também houve pesquisa de mercado, pois não adianta querermos vender um produto a um preço alto se todos os concorrentes estarem vendendo a um preço inferior, assim como o contrário, se o mercado permite vender com um valor maior, ótimo, vamos aproveitar.
Aprendemos um pouco mais sobre fotos no evento da B2W Sellers Day.

Colocando em prática e tirando foto dos produtos com nosso Pop Up Studio - o qual eu recomendo muito, principalmente para produtos pequenos.

Brincando com a cachorrinha Katy e tirando foto dela também.

Depois de cadastrados todos os itens, chegou a hora de responder as perguntas, o Guilherme ficou com a conta do mercado livre no seu celular e a Luísa com a conta do OLX e Enjoei. Claro que eu e a minha esposa acompanhávamos de perto e dávamos um suporte na maior parte do tempo, pois, a prioridade dos filhos é o estudo, mas ter a noção de empreendedorismo, canais de vendas, precificação, campanhas de marketing, e logística, não tem preço. Principalmente pelo aprendizado ser na prática e não na teoria somente.

A ideia foi boa e logo eles se interessaram em buscar mais produtos para vender, a Luísa separou alguns livros que já fazia tempo que tinha lido, e ficou feliz de ver que logo vendeu, o Guilherme separou uma chuteira Nike que estava bem conservada a qual saiu muito rápido. O interessante neste ponto é observar que desde o primeiro cliente já deve ser definido qual serão os valores e os princípios da sua empresa, se o produto tem um defeito, tem que ser destacado na foto ou na descrição, pois, não adianta querer enganar ninguém. Hoje o cliente tem o empoderamento, ele tem uma voz muito mais forte do que anos anteriores, e acreditem, algumas empresas grandes ainda não aprenderam esta lição.

Participo de muitos eventos em São Paulo voltados para ecommerce, e sempre tiro foto e compartilho para a família, isto para eles ficarem atentos ao que está acontecendo com o mercado. Acreditamos que com isso eles serão pessoas mais atentas as mudanças, profissionais com a mente mais aberta a ideias e inovações. Utilizamos desde o primeiro dia o conceito de startup, “feito é melhor que perfeito”. Sem dúvida que aprendi muito com eles, principalmente as funcionalidades das redes sociais e a melhor maneira de escrever para o público jovem.

Escrevi um artigo em 2016 falando sobre empreender com os filhos, e fico feliz de escrever outro artigo alguns anos depois sobre o mesmo tema e ver como estamos evoluindo neste projeto chamado família.

Sabemos que não adianta pressionar os filhos para um caminho profissional, eles vão ser o que desejarem ser, ensinar empreendedorismo a eles com certeza é a melhor maneira deles terem sucesso pessoal.

Fiquem com Deus e vamos com tudo para o sucesso destes jovens.


Nivaldo J Silva, diretor do CIESP de Santa Bárbara d´Oeste,
diretor do e-Commerce www.LuGuicommerce.com.br
Incluirei algumas fotos no blog www.empreenderEsuperar.blogspot.com.br

terça-feira, 23 de julho de 2019

Eventos de ecommerce 2

Participamos recentemente do Marketplace Summit 2019 e neste post apresento algumas fotos, insights e tópicos discutidos e apresentados no evento que durou 2 dias no São Paulo Expo.


Muitas feiras já mudaram o local de exposição e este endereço ficou como o principal para receber os grandes eventos de negócios. 


Além de tirar fotos para este blog, temos que aproveitar para divulgar nas redes sociais, e a mais importante atualmente é o Instagram 


Logo na abertura o pessoal a B2W apresentaram a importância do Retail Anywhere, onde o ominichannel ganha destaque e 



O mercado mudou, de maneira que o cliente começa a consulta no mobile, depois vai para o desktop, realiza sua compra para retirar na loja, temos que estar preparados para a evolução do consumidor e da jornada de compra dos nossos clientes.


Quem possui loja física pode ter uma vantagem em relação a quem está somente no online, pois, o cliente muitas vezes consulta online e acaba indo na loja para testar o produto ou tirar suas dúvidas, e quando isto acontece, a venda de outros produtos adicionais pode acontecer. 




44% das compras são online, 75% descobrem ou pesquisam pelo celular.
Fica aqui o link do canal do Alexandre Nogueira que deve ser seguido pelos empreendedores de ecommerce, aprendi muito assistindo seus vídeos.

Os negócios precisam ser administrado com muito cuidado quando o assunto é finanças, a palestra da Nathalia Arcuri foi show.


Roberto Butragueño Revenga diretor da ebit apresentou a mudança da classificação dos clientes, onde agora todos somos omnishoppers, entenda melhor neste artigo.

Em 2018, o brasileiro passou a visitar 8 canais varejistas diferentes para realizar suas compras ao longo do ano, quase 4 a mais comparado a 2013.
Baixe o Webshoppers 39 



No segundo dia aproveitamos para visitar os stands e tirar todas as dúvidas possíveis.

Tinha um stand apresentando um projeto de utilização de drone para entrega dos produtos, veja mais neste link.

Muito material apresentado pela Cris Arcangeli, este serve para todos os momentos.

Top.


Fechamos o dia com uma palestra muito boa falando sobre o atrito nos negócios online.
Olha só que absurdo: Fomos no cinema da região e compramos online, chegamos na fila de entrada e a atendente viu no nosso celular o ingresso e falou que era necessário ir na bilheteria para eles imprimirem. kkkk absurdo, em pleno 2019 ter uma bilheteria para imprimir os ingressos vendidos online. É deste atrito que o pessoal do facebook estava falando na palestra. 


A ordem do dia foi, cumpra a promessa do agora!

Gostei muito de todas as palestras que assistimos, voltamos para o escritório com um desafio, o de colocar em prática algumas pequenas ações, mudanças ou insights.

Estamos conseguindo.
É um grande desafio e vamos adiante.
Gostou?
Fico por aqui.
Um abraço.




domingo, 7 de julho de 2019

Eventos de ecommerce 1

Fala pessoal do blog.

Hoje vou resumir alguns eventos e fotos com algumas informações interessantes do ecossistema ou da bolha de comercio online.

Como falei em um outro artigo sobre a bolha, interessante observar que quando você participa com frequência dos eventos de um determinado setor, é possível identificar que várias outras pessoas estão participando também. Gosto de pensar que tem muita gente correndo para o sucesso, e por isso não podemos parar e temos que ir também, pois, se ficar parado no mundo online, vai ficar muito defasado de técnicas e ferramentas.

Recentemente fomos na #b2wmarketplace mais conhecimada como Americanas.com, uma manhã com muitas informações interessantes da maior plataforma de marketplace do Brasil.


Veja a frase acima, pense comigo, faz sentido?


Também explicaram que para estar no buy box é necessário ter um preço competitivo, um frete interessante, o prazo não pode ser um absurdo e a operação tem que ter o index alto. 


Somente esta imagem explicando toda a jornada de compra do cliente já é uma aula.


Várias vezes explicam para os Sellers a influencia que os detalhes de um anuncio tem na experiencia de compra do cliente.

Por coincidência no período da tarde do mesmo dia tivemos o encontro da #Magalu, uma plataforma que vem crescendo muito e com uma equipe muito atenciosa.






Apresentaram os drivers de 2019, muito interessante.


Os próximos eventos e já estão falando de Blackfriday. 


Mais algumas dicas dos pilares para vender mais.


Uma dica interessante é o blog deles. Muito bom.


Será que vale esta foto?


Com todo conhecimento adquirido, lancei uma série de palestras sobre ecommerce, com a ideia de retribuir o conhecimento com quem está iniciando e com dúvidas.
vejam abaixo e venham participar.



No próximo post, trarei detalhes do #b2wsummit2019 

Fiquem com Deus e até...

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Dica de leitura do livro - Você não precisa ser um tubarão. Crie o seu próprio sucesso.


Nos negócios, ou você cresce depressa ou morre lentamente.


Ótima frase do livro do Robert Herjavec, uma estrela do programa Shark Tank – Você não precisa ser um tubarão. Crie o seu próprio sucesso. O Brasil passa por um momento crítico, mas não vamos ficar aqui lamentando, vamos adiante, pensar em inovar, em empreender em pensar fora da caixa.


Por isso gostei muito do trecho da página 195


A abordagem “Balde de água fria” de Herjavec sobre abrir a sua própria empresa.
Cerca de 50 % de todas as novas empresas fracassam em seu primeiro ano. Fracassam por várias razões, entre as quais:

  • Falta de dinheiro – não há o suficiente para começar.
  • Falta de experiência com o mercado - não saber tudo que precisa de início.
  • Falta de experiência gerencial – não entender a complexidade do negócio.
  • Administração de dados e controle financeiro ruins – não saber para onde o dinheiro está indo.
  • Planejamento ineficaz – decisões intuitivas não levam você muito longe.
  • Equipe ruim – o seu cunhado pode não ser a melhor escolha para administrar o escritório.
  • Timing ruim – o seu produto ou serviço não pode chegar cedo demais nem tarde demais.
  • Condições econômicas – pular em um mercado em baixa sem a habilidade de tirar vantagem disso.
  • Status pessoal – a juventude traz energia, a idade traz sabedoria; quando você dispõe das duas em quantidades suficientes?
  • Falta de parceiros qualificados – pode ser que você não consiga fazer tudo sozinho.

Olha que legal algumas frases que grifei do livro:

  • Um objetivo sem planejamento não passa de um sonho.
  • É difícil imaginar qualquer aspecto da vida que não se beneficie do conhecimento e da prática de fazer uma venda.
  • Você precisa se vender em um encontro amoroso e vender aos seus pais a ideia de que podem empresar a chave do carro. Em última análise, você está nada mais do que vendendo as suas habilidades de funcionário ao recrutador na sua primeira entrevista de emprego – e em todas as outras que virão.
  • Assim, vender é a base de qualquer relacionamento, seja pessoal, seja de trabalho.


Em uma parte do livro, exatamente na página 112 ele traz uma motivação a quem deseja pivotar na carreira profissional.

Dez coisa que você precisa saber quando faz uma mudança em sua vida.

  1. Seja disciplinado – desenvolva e mantenha uma ética de trabalho.
  2. Seja focado- concentre-se na tarefa do momento; quanto maior o desafio, mais afinado o foco. 
  3. Seja competitivo – acolha a competição e aceite que a vida raramente lhe oferece algo valioso que outra pessoa não tentará conquistar com ela.
  4. Seja engenhoso – utilize-se de todo recurso que tiver disponível.
  5. Seja apaixonado – quanto mais acreditar no seu produto e em si mesmo, mais sucesso irá alcançar.
  6. Seja aberto – adote uma postura que lhe permita “ pensar fora da caixa” quando necessário.
  7. Seja persistente – prepare-se para ouvir não, mas não deixe isso desencorajar você.
  8. Seja curioso – procure novos caminhos de aprender sobre os clientes, as suas preocupações, os seus negócios, as suas personalidades.
  9. Seja confiante – sem ser arrogante.
  10. Seja feliz – tente ser a fonte de alegria para os outros; mais do que quase qualquer outra qualidade, essa atrairá as pessoas a você.
O livro vai contando a história da carreira profissional e das habilidades dos vendedores, vejam abaixo cinco coisas que profissionais de vendas devem saber. P.135

Para os compradores, a experiência de venda – o relacionamento e a troca entre comprador e vendedor – é tão importante e influencia tanto quanto o preço e o desempenho do produto.

1. Eles entendem o que estão vendendo e por quê.

2. Eles sabem as diferenças entre atributos, vantagens e benefícios – e o poder da emoção.

Aqui estão algumas palavras-chave que servem como conectoras emocionais e a resposta que pode ser gerada entre os compradores:

  • Conforto – os clientes experimentarão luxo e satisfação.
  • Conveniência – terão um item importante à mão, de fácil acesso.
  • Eficiência – eles serão mais produtivos com o seu tempo e a sua energia.
  • Moda – eles ganharão estilo e ficarão por dentro das tendências seguidas pelos amigos.
  • Diversão e felicidade – irão desfrutar da soma de todos os benefícios emocionais associados ao produto.
  • Lazer – eles terão mais tempo para relaxar e aproveitar a vida.
  • Paz mental – eles não se preocuparão com algum aspecto da vida que ameaça atormentá-los
  • Segurança – eles e as suas famílias não correrão perigos, como crimes, estresse financeiro, ameaças climáticas etc.
  • Status – os seus amigos os admirarão e sentirão até inveja depois.
  • Sucesso – eles terão alcançado (ou parecerão ter alcançado) uma meta importante de vida.

3. Eles aprendem tudo que for possível sobre os compradores e os seus interesses.

4. Eles descobrem o que os clientes podem saber sobre eles.

5. Eles revisam a sua apresentação de venda e visualizam o seu sucesso.

Finalizo esta publicação com uma frase fantástica que está na página 237




“ o maior perigo para a maioria de nós não
está em traçar um objetivo muito alto e ficar
aquém dele, mas em traçar um objetivo
muito baixo e alcança-lo”
- Michelangelo Buornarroti

Fiquem com Deus e até o próximo post.



Nivaldo J Silva